Adoçantes Artificiais

Produto dos modernos laboratórios de vestigação, os adoçantes artificiais, mais corretamente designados por edulcorantes, são compostos químicos intensamente doces, mas que não possuem calorias (ou quase nenhumas). Comparada com o açúcar, a sucralose (utilizada em muitos alimentos e bebidas) é 600 vezes mais doce; a sacarina é cerca de 400 vezes mais doce; o aspartame é 180 a 200 vezes mais doce, e o acessulfame-K, ou acessulfame-potássio é cerca de 200 vezes mais doce. Os dois últimos produtos podem ser usados numa diversidade de alimentos. O ciclamato, outro adoçante não-calórico, não é permitido em alimentos processados, mas pode usar-se como adoçante à mesa.


No que respeita à intensidade e versatilidade, cada adoçante tem os seus pontos fortes e fracos. A sacarina é barata, mas deixa um sabor amargo. O aspartame não deixa mau paladar, mas perde a doçura quando aquecido ou exposto a certos ácidos. O acessulfame-K, utilizado para adoçar uma grande diversidade de produtos, pode ser também usado na cozinha.


Os adoçantes artificiais permitem aos diabéti­cos saborear bebidas doces, rebuçados e até ge­lados sem consumir açúcar. Isto é uma vanta­gem, mas não uma necessidade, pois a maioria dos diabéticos tem autorização do seu médico para consumir açúcar nas suas dietas. Mesmo para o controle do peso, os substitutos do açú­car não são mágicos: muitos estudos mostram que os que fazem dieta não beneficiam de mais perda de peso pela utilização dos adoçantes ar­tificiais, possivelmente porque os alimentos adoçados artificialmente são ainda ricos em gorduras. No aspecto positivo, contudo, e con­trariamente ao açúcar, os adoçantes artificiais não provocam cáries dentárias.

Os adoçantes artificiais — especialmente o as­partame — não são para todos. O aspartame é perigoso para os que sofrem do distúrbio gené­tico FCU (fenilcetonúria), pois não conseguem metabolizar o seu principal ingrediente, o ami­noácido fenilalanina. Alguns estudos revelam que o aspartame pode também afectar crianças com epilepsia. E algumas pessoas saudáveis sob outros aspectos podem experimentar cefaleias devido ao aspartame; se suspeita ser uma delas, tente evitar o adoçante durante duas semanas para ver se as dores desaparecem.

À parte os cuidados mencionados atrás, os adoçantes artificiais parecem ser bastante segu­ros quando consumidos em quantidades reduzidas — 40 mg de aspartame por quilo de peso do corpo é uma dose diária aceitável. (A maioria das bebidas doces dietéticas contém 35 a 40 mg de aspartame por 100 ml de líquido.)

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