Alimentação Saudável vs Suplementos

Até agora, tudo sugere que, sempre que possível, devemos obter os antioxidantes a partir dos alimentos, de preferência aos suplementos que adquirimos no mercado. Por exemplo, dietas que incluam muitos frutos e vegetais estão associadas a uma grande redução do risco de doenças cardíacas e cancro e podem ajudar a diminuir a progressão da artrite. Além disso, as lesões provocadas pelos radicais livres e por níveis baixos de antioxidantes no sangue — situações que uma vida saudável e uma alimentação rica em antioxidantes poderão corrigir — têm sido associados à demência e à doença de Alzheimer.


A razão por que os alimentos são mais benéficos que os suplementos está ainda por esclarecer, mas a resposta pode ser o fato de os alimentos conterem fitoquímicos e os suplementos não. As provas a favor dos suplementos têm sido irregulares. Os cientistas da Organização Mundial de Saúde deixaram de recomendar suplementos de betacaroteno como medida preventiva do cancro. Nem existem provas clínicas concludentes que apoiem a afirmação de que 200 mg de selénio diários possam diminuir o risco de cancro. Aliás, doses superiores a 150 mg deste elemento não devem tomar-se sem conselho médico. A ingestão em excesso produz graves efeitos secundários, e uma overdose pode ser fatal.


Conclusão: os comprimidos não substituem uma alimentação saudável, mas podem ser um valioso suplemento. Como as vitaminas C e E, em particular, podem ajudar a evitar a doença e a prolongar a vida, muitos nutricionistas recomendam suplementos diários de 250 a 1000 mg de vitamina C e 130 a 530 mg de vitamina E.

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