Alimentos Geneticamente Modificados

Cereais de pequeno-almoço enriquecidos com vitaminas e café isento de cafeína não são novidades. Mas cultivar cereais com os nutrientes adicionais já incorporados ou grãos de café já naturalmente «sem cafeína»? Ambos são possíveis através da engenharia genética.


Geneticamente transformados ou produzidos convencionalmente, todos os alimentos estão sujeitos à mesma fiscalização quanto à sanidade, segurança e qualidade. Apesar disso, os críticos pedem exames mais alargados e a rotulagem obrigatória para todos os alimentos procedentes da biotecnologia.

Processos mais rápidos

Desde sempre os agricultores alteraram os genes das suas sementeiras, fazendo cruzamentos ao longo dos anos entre variedades da mesma espécie com o fim de obterem, por exemplo, um tomate simultaneamente saboroso e de polpa firme. Os cientistas podem actualmente acelerar esses processos, copiando os genes de certo tipo de planta ou animal e transferindo-os para outro (espécies diferentes), criando assim plantas ou animais «transgénicos». Está a utilizar-se este processo para incrementar o teor de nutrientes, aumentar a produtividade e criar resistência às pragas — modificou-se certa qualidade de batatas para resistir ao escaravelho-da-batata, alterou-se milho como protecção contra as «brocas-do-milho». Muitos cultivadores de soja estão a utilizar sementes que foram alteradas para que as plantas não morram quando forem pulverizadas com um produto para destruir as ervas daninhas.

As normas de segurança são rigorosas?

Antes de ensaiar potenciais produtos agrícolas fora do laboratório ou de vender ou importar esses produtos, os investigadores e os fabricantes têm de demonstrar que o organismo modificado é seguro para pessoas e animais, que não se tornará, no futuro, numa praga ou erva daninha, que não afectará outras plantas e organismos nem propagará as suas novas características a outras espécies afins. Todos os alimentos transgénicos que contenham toxinas, alérgenos, genes resistentes a antibióticos ou quaisquer nutrientes não-presentes no alimento original têm de ser aprovados. Veja-se, por exemplo, o que aconteceu no Canadá com o tomate: como o fruto contém a toxina tomatina, o tomate que tinha sofrido uma modificação genética destinada a amadurecer lentamente não pôde ser vendido neste país antes de ensaios exaustivos terem demonstrado que ele era tão seguro e nutritivo como as outras variedades.


Os críticos argumentam que, à medida que se introduzem nas plantas genes resistentes às pragas, mais pragas se adaptarão a eles. Temem, além disso, que surjam componentes desconhecidos nos produtos transgénicos.

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