Será que o peixe faz bem à saúde

O que há para jantar: peixe ou carne? O peixe fornece-lhe proteínas de alta qualidade, muito ricas em vitaminas B, e é pobre em gorduras saturadas (gorduras que aumentam os níveis de colesterol), ao contrário do que sucede com alguns tipos de carne. Bastam estes dois factores para fazer do peixe uma boa escolha para o coração. Além disso, o peixe é ainda a melhor fonte alimentar de ácidos gordos ómega-3, um tipo de gorduras poliinsaturadas que, por muitas formas, é um protector das doenças cardíacas.


Prevenção dos ataques cardíacos

Os ácidos gordos ómega-3 são responsáveis por inúmeros efeitos benéficos sobre o coração:

  • Formação de coágulos. A tendência do sangue para formar coágulos aumenta rapidamente o risco de ataque cardíaco. Os ácidos gordos ómega-3 presentes no peixe inibem esta acção, em especial quando o peixe faz parte de uma dieta pobre em gorduras.
  • Triglicéridos. O risco de doença cardíaca aumenta se os níveis de triglicéridos no sangue são muito altos. Os ómega-3 baixam esses níveis.
  • Lesões do endotélio. A investigação parece sugerir que a lesão das paredes das artérias aumenta o risco cardiovascular. Pensa-se que os ómega-3 diminuam esse risco.
  • Colesterol LDL. Esta fracção de colesterol «mau» está associada a um risco aumentado de ataque cardíaco. Estudos recentes concluíram que uma alimentação rica em peixe baixa os seus níveis em 40%.

O peixe magro é pobre em calorias e gorduras saturadas, mas mesmo o mais gordo dos peixes contém menos gordura do que a mais magra carne de vaca e não contém gorduras saturadas, perigosas para a saúde em geral e para o coração em particular. Mais importante: o peixe gordo é a principal fonte alimentar dos valiosos ácidos gordos ómega-3.

Descubra se o peixe faz bem ou mal

Tensão arterial

As pessoas com hipertensão arterial estão em grande risco de acidente vascular cerebral e doença cardíaca. Os ómega-3 parecem poder fazer baixar a tensão arterial, pelo menos temporariamente.

Em resumo, o consumo de peixe traduz-se numa redução muito significativa do risco de problemas cardíacos graves, mesmo, segundo alguns estudos, consumindo peixe apenas uma ou duas vezes por semana. Um estudo sobre quase 2000 homens concluiu que os que comiam, em média, apenas duas doses de peixe por sema-na (cerca de 200 g) tinham reduzido quase para metade o risco de morrerem de ataque cardíaco.

Mais benefícios acerca do peixe

Estudos recentes indicam que os ácidos gordos contidos no peixe têm, parece, efeito positivo sobre outras doenças, para além das cardiovasculares. Estudos futuros podem vir a reforçar a convicção de que as situações abaixo referidas podem melhorar, ou mesmo ser evitadas, com uma dieta rica em ácidos gordos ómega-3.

Doenças inflamatórias

A artrite reumatóide é uma doença autoimune caracterizada por um processo inflamatório das articulações. Os estudos demonstram que a gordura do peixe pode fazer diminuir a rigidez matinal e a tumefacção associadas à doença. A gordura pode também, possivelmente, ajudar pessoas com doença de Crohn, uma inflamação do tracto intestinal, e psoríase, uma doença da pele.

Cancro da mama

Em estudos com animais, os ácidos gordos ómega-3 inibiram tumores deste tipo. Ainda é cedo para recomendar o consumo de peixe para evitar este tipo de cancro, mas num estudo limitado entre mulheres a ingestão de ómega-3 parece ter aumentado o volume de ácidos gordos benéficos no tecido mamário.


Desenvolvimento anormal do feto

No último trimestre da gravidez, é depositado nas membranas cerebrais do feto um ácido gordo ómega-3 essencial ao desenvolvimento do cérebro e dos olhos. Os bebés prematuros não recebem este ácido gordo crucial em quantidade suficiente, pelo que nos EUA está a ser considerada a hipótese de o adicionar ao leite em pó para bebés.

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