Infecção Hospitalar

Quando entramos num hospital, esperamos sair de lá curados ou mais saudáveis. E para a maioria das pessoas é esse o caso. Mas para algumas pessoas uma estada no hospital torna-se num pesadelo de cuidados de saúde. Porquê? Porque contraem as chamadas infecções hospitalares, como infecções do aparelho urinário, pneumonia, estafilococos ou uma variedade de bactérias gastrintestinais. O que é ainda mais grave, por vezes as pessoas que entram num hospital acabam por morrer, não devido ao problema originário, mas sim a uma doença ali contraída.


Em grande número de hospitais, os tipos mais comuns de «contratempos» médicos, ter-mo usado pela Organização Mundial de Saúde para definir os danos acidentais aos doentes, são cortes, arranhões, perfurações ou hemorragias durante a prestação de cuidados médicos. Mas os contratempos também incluem deficiências nos cuidados de esterilização. Então, o que fazer?

Cuidados de saúde pouco saudáveis

As doenças hospitalares não são um fenómeno novo. Pensando bem, contrair uma infecção num edifício cheio de doentes não é assim tão improvável. Mas os especialistas estimam que um terço das doenças hospitalares poderiam ser evitadas se fossem aplicadas medidas simples.

Uma das medidas básicas para controlar a expansão de infecções é a lavagem adequada das mãos por parte do pessoal hospitalar antes de calçar luvas. No entanto, os estudos indicam que isso nem sempre acontece. Um outro problema comum é a falta de especialistas de controle de infecções. Isto pode afectar todos os aspectos do controle das infecções, em particular a esterilização do equipamento.

Evitar o aparecimento de uma infecção hospitalar

É ao hospital que cabe a responsabilidade de tomar as medidas necessárias para assegurar que os doentes não contraiam uma infecção enquanto estão aí internados. Mas há algumas precauções que o doente pode tomar. Peça à pessoa que trata de si ou que entra no seu quarto que lave bem as mãos. Se o seu quarto não parecer limpo, diga-o a uma enfermeira.

Procure estar protegido quanto possível nas alturas em que estiver mais susceptível a contrair uma infecção. Peça que o antibiótico pré-operatório lhe seja administrado duas horas antes da operação, de forma que tenha o efeito máximo no momento em que é feita a intervenção. Depois da operação, se não contraiu uma infecção durante os primeiros dois dias, peça que lhe seja retirado o antibiótico pós-operatório.

Se precisar de usar uma algália, pergunte ao médico quanto tempo deverá ter que a usar e com que frequência deverá ser mudada. Se o horário não for cumprido, pergunte qual a razão. Assegure-se de que o pessoal que manuseia a algália — ou executa qualquer outro procedimento invasivo — usa luvas novas e esterilizadas.


Seja um doente informado. Poderá assim evitar outros riscos, como a administração do medicamento ou da dose errados. Pergunte que medicamentos lhe foram prescritos e quando deverá tomá-los e avise a enfermeira se notar qualquer alteração.

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