Hipnose

A indução de um estado de transe em que a mente fique relaxada, concentrada e receptiva a su-gestões é conhecida como hipnose. Um técnico experiente pode usar esta técnica de forma terapêutica para alterar o pensamento do doente.


A hipnose foi usada pela primeira vez por um médico austríaco chamado Franz Anton Mesmer (1734-1815), no final do século XVI (daí a palavra «mesmerizar»). Embora tenha caído em boas graças durante algum tempo, Mesmer foi duas vezes desacreditado até à sua morte e a hipnose só voltaria a recuperar a sua popularidade no final do século XIX.


Crê-se que a hipnose é uma ferramenta poderosa para controlar perturbações relacionadas com o stress, tais como o síndroma do cólon irritável, a ansiedade e a insónia. Investigações mostraram que, quando hipnotizadas, as pessoas exibiam padrões únicos de ondas cerebrais. Estas tornavam-nas mais receptivas do que o normal às sugestões de um hipnotizador.

Na primeira sessão, o terapeuta passa algum tempo a ganhar a confiança do doente e a recolher informação sobre a sua vida e sobre o problema em questão. Pode descontrair-se o doente recorrendo a uma música tranquilizante ou a uma visualização criativa. Depois, a voz do terapeuta guia o paciente até um estado hipnótico onde pensamentos e recordações há muito enterrados podem ser trazidos à superfície e explorados em pormenor. O número de sessões varia consoante a natureza do problema.

Pensa-se que a hipnose pode ser útil no trata-mento de enxaquecas, problemas de pele, obstipação, controlo da dor, vícios, perturbações alimentares e problemas emocionais, tais como depressão.

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